O que são infeções fúngicas e como a resistência impacta o tratamento?
As infeções fúngicas estão a tornar‑se cada vez mais frequentes e a crescente resistência dos fungos aos tratamentos antifúngicos representa uma séria ameaça para a saúde pública. Com apenas quatro classes de medicamentos antifúngicos atualmente disponíveis e apenas alguns novos candidatos em fase de desenvolvimento clínico, é imperativo que as unidades de saúde prescrevam os antifúngicos de forma adequada, testem a resistência fúngica nos doentes que não apresentam melhoria clínica e estejam cientes dos perfis de resistência existentes nas suas instituições e comunidades.¹
As formas invasivas de infeções fúngicas afetam frequentemente doentes em estado crítico e doentes com condições subjacentes significativas relacionadas com o sistema imunitário. As populações com maior risco de desenvolver infeções fúngicas invasivas incluem doentes com cancro, VIH/SIDA, transplantados, pessoas com doenças respiratórias crónicas e indivíduos com infeção pós‑primária por tuberculose.² Embora a espécie de levedura patogénica mais comum seja a Candida albicans, é importante considerar outras espécies, incluindo a Candida auris — identificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um agente fúngico de prioridade crítica.
Um dos fatores que ameaça contribuir para a maior disseminação de vários fungos causadores de infeções é a alteração climática. As alterações climáticas podem aumentar a distribuição geográfica de espécies patogénicas ou dos seus vetores, levando ao aparecimento de doenças em regiões onde anteriormente não eram registadas.³
O aumento da Candida auris é particularmente alarmante, uma vez que se trata de uma levedura frequentemente multirresistente, capaz de causar infeções invasivas e surtos em unidades de saúde, cuja contenção é difícil e exigente.⁴
A nossa solução para diagnóstico de infeções fúngicas
O diagnóstico precoce das infeções fúngicas e a implementação atempada do tratamento adequado contribuem de forma decisiva para a melhoria dos resultados clínicos dos doentes. Cada minuto conta para identificar doentes com elevado risco de desenvolver uma condição potencialmente fatal. É fundamental identificar rapidamente as infeções por Candida em hemoculturas positivas, em conjunto com outros potenciais agentes patogénicos, recorrendo a uma abordagem sindrómica.
Os doentes sépticos com infeções polimicrobianas e fúngicas encontram‑se em estado extremamente crítico e apresentam, frequentemente, as taxas de mortalidade mais elevadas quando comparados com outros tipos de infeções da corrente sanguínea. É igualmente importante considerar que articulações protésicas e nativas podem ser afetadas por infeções fúngicas.⁵
Visão geral das soluções
- Identificação do fungo: O nosso meio de cultura de Candida CHROMID® foi desenvolvido para a deteção de espécies de Candida e é único por realizar a identificação direta do patogéneo mais prevalente, Candida albicans, em até 24 horas. Isso significa um tempo mais rápido para os resultados para doentes em cuidados intensivos. O meio de cultura de Candida CHROMID® permite a deteção de todos os patogéneos de Candida, incluindo Candida auris.
- Infeções na corrente sanguínea: O Painel BIOFIRE® BCID2 identificará sete patogéneos de infeções fúngicas, juntamente com 26 outros organismos comumente encontrados em infeções na corrente sanguínea e 10 genes associados à resistência antimicrobiana (AMR). O Painel BIOFIRE® BCID2 requer um tempo mínimo de manipulação, com resultados em cerca de uma hora, ajudando os microbiologistas e médicos a identificar rapidamente o patogéneo causador em hemoculturas positivas de doentes com suspeita de infeções fúngicas.
- Infeções articulares: os testes convencionais para infeções articulares são complexos, frequentemente exigindo múltiplas amostras dos doentes, diversos testes enviados para outros laboratórios e dias de espera pelos resultados. O Painel BIOFIRE® Joint Infection é um teste sindrómico rápido que oferece resultados abrangentes em cerca de 1 hora. Com 2 alvos fúngicos, 29 bacterianos e 8 alvos de AMR, o Painel BIOFIRE® JI pode facilitar a melhoria no tratamento de deteções fúngicas e polimicrobianas.
Infeções fúngicas – A nossa oferta de diagnóstico
Disponibilizamos opções flexíveis para a identificação dos agentes patogénicos responsáveis por infeções fúngicas. Adicionalmente, a integração das soluções da bioMérieux pode ajudar a maximizar a eficiência no laboratório, através de automação inovadora e da utilização eficaz de soluções de tecnologia da informação, garantindo que a informação correta chega às pessoas certas no mais curto espaço de tempo possível.
Isenção de responsabilidade: a disponibilidade do produto varia consoante o país. Consulte o representante local da bioMérieux sobre a disponibilidade do produto no seu país.
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Meios cromogénicos de alto valor clínico
Meios cromogénicos patenteados para a identificação rápida e segura de cultura
A inovadora e extensa gama CHROMID® de meios cromogénicos é a forma fácil de detetar e identificar microrganismos de forma rápida e fiável, para uma identificação mais rápida/direta de agentes patogénicos e MMR. A intensidade e a especificidade das cores do CHROMID® tornam a identificação e os resultados fáceis de visualizar, mesmo em culturas mistas.
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Painel BIOFIRE® Blood Culture Identification (BCID 2)
1 teste. 43 alvos. ~1 hora.
O BIOFIRE BCID2 Panel testa 43 alvos associados a infeções sanguíneas, incluindo bactérias gram-positivas e gram-negativas, leveduras e 10 genes de resistência antimicrobiana, tudo num único teste e resultados disponíveis em cerca de uma hora a partir de hemoculturas positivas.
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Painel BIOFIRE® Joint Infection
1 teste. 39 alvos. ~1 hora.
Utilizando a tecnologia PCR, o BIOFIRE JI Panel é um teste sindrómico rápido que fornece resultados abrangentes num relatório de fácil leitura.
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Painel BIOFIRE® FILMARRAY® Meningitis/Encephalitis
1 teste. 14 alvos. ~1 hora.
O BIOFIRE ME Panel fornece respostas sobre 14 dos patógenos baterianos, virais e fúngicos mais comuns que causam infeções no sistema nervoso central, para ajudar os profissionais de saúde a distinguir rapidamente entre meningite bacteriana e viral, de modo a otimizar a terapia e salvar vidas.
Recursos úteis para o diagnóstico de infeções fúngicas
Tutorial sobre Ágar CHROMID® Candida vs. Ágar Sabouraud Gentamicina Cloranfenicol 2
Tutorial sobre Ágar CHROMID® Candida vs. Ágar Sabouraud Gentamicina Cloranfenicol 2
- Tutorial sobre Ágar CHROMID® Candida vs. Ágar Sabouraud Gentamicina Cloranfenicol 2
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Referências bibliográficas
1. Antimicrobial-Resistant Fungi | Fungal Diseases | CDC. (2022, September 30). Www.cdc.gov. https://www.cdc.gov/fungal/antifungal-resistance.html#tackling
2. Nnadi, N. E., & Carter, D. A. (2021). Climate change and the emergence of fungal pathogens. PLOS Pathogens, 17(4), e1009503. https://doi.org/10.1371/journal.ppat.1009503
3. WHO releases first-ever list of health-threatening fungi. (2022, October 25). Www.who.int. https://www.who.int/news/item/25-10-2022-who-releases-first-ever-list-of-health-threatening-fungi
4. Ahmad, S., & Alfouzan, W. (2021). Candida auris: Epidemiology, Diagnosis, Pathogenesis, Antifungal Susceptibility, and Infection Control Measures to Combat the Spread of Infections in Healthcare Facilities. Microorganisms, 9(4), 807. https://doi.org/10.3390/microorganisms9040807
5. Mishra, A., & Juneja, D. (2023). Fungal arthritis: A challenging clinical entity. World Journal of Orthopedics, 14(2), 55–63. https://doi.org/10.5312/wjo.v14.i2.55